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Propinas de R$2,7 milhões

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Dois executivos da Andrade Gutierrez, entre eles o ex-presidente Rogério Nora de Sá, afirmaram  ontem ao juiz federal Sérgio Moro que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) recebeu R$ 2,7 milhões em propinas da empresa. O valor seria referente a 1% do valor das obras de terraplenagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O peemedebista está preso desde novembro de 2016.

Sérgio Cabral se tornou réu em ações penais abertas no Rio, decorrente da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato deflagrada em 17 de novembro, e em Curitiba. No processo aberto por Moro, o peemedebista é acusado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Além do Comperj, Nora de Sá e o executivo Alberto Quintaes, também ouvido por Moro nesta terça, confirmaram que toda obra da empreiteira no Rio tinha um porcentual de propinas para Cabral, que chegou a ser de 7% do valor do contrato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.