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Pará articula novas ações preventivas de combate a possível chegada de óleo ao litoral do estado

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Foto: Ascom / Semas

Por Agência Pará

No contexto das ações preventivas de enfrentamento a uma possível chegada de óleo ao litoral paraense, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) solicitou ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) que promova treinamento para limpeza de praias, já realizado pelo IBAMA em estados do Nordeste, também a órgãos e instituições no estado do Pará. 

“Solicitamos a coordenadoria geral de emergência ambiental do IBAMA que promova o curso aos municípios e voluntários interessados. Esse treinamento é importante principalmente nesta fase preventiva. As equipes envolvidas nas ações já estão capacitadas para conter o material, mas realizar esse nivelamento com o restante do país também é oportuno”, contou o secretário adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rodolpho Zahluth Bastos.

A solicitação foi feita durante a 91ª reunião da Associação Brasileira de Entidades Estaduais do Meio Ambiente (Abema), que está sendo realizada nesta quinta-feira (7) no Recife (PE). Durante a reunião, as principais características fisiológicas do material encontrado nas prais nordestinas foram descritas como sendo viscosa e extremamente grossa. Elementos que diferenciam totalmente a substância de outros tipos de derivados de petróleo e combustíveis que podem ser encontrados na superfície da água do oceano e de rios trafegáveis por embarcações.

As medidas tomadas por cada um dos estados atingidos pela mancha foram pontuadas no encontro. O dialogo para o enfrentamento foi considerado como “Um importante momento para se entender de forma geral como os trabalhos podem ser realizados e principalmente trocar informações sobre o que tem funcionado de forma mais efetiva”, disse o secretário adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

A Semas também apresentou aos participantes do evento os resultados do monitoramento realizado pela Força-Tarefa composta pelo Governo do Estado, Universidade Federal Rural da Amazônia e instituto Biologia e Conservação de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (BioMa). No total, 11 localidades na costa atlântica paraense foram monitoradas e as equipes levaram aos moradores da região informações sobre como proceder em caso de mancha.

Os representantes estaduais e dos órgãos ambientais pontuaram a movimentação da mancha de óleo cru na costa brasileira. O material tem sido levado pelas correntes marítimas em direção ao sul do país. Durante o encontro, a Conferência Brasileira de Mudança do Clima (CBMC) que também ocorre no Recife foi uma das pautas do debate. Na CBMC, o Pará apresentou as estratégias relacionadas ao tema e hoje assinou a Carta dos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente pelo Clima.