Início BLOG DO BACANA O imoral aumento que os ministros do STF deram a eles mesmos

O imoral aumento que os ministros do STF deram a eles mesmos

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Brasília - Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante sessão do julgamento do mensalão

Olho nos salários
O aumento dos salários dos ministros do Supremo é o prato do dia de uma nação com 13 milhões de desempregados. Vale lembrar, contudo, que o governo Michel Temer, concedeu, em 2016, aumentos salariais aos servidores do Executivo até 2019. Em 2002, os gastos com o pessoal consolidado (União, estados e municípios) foi de 13,35% do PIB. Em 2017 foi de 15,90% do PIB. Crescimento real em relação ao PIB de 19,10% representando 49,20% da carga tributária de 2016 que foi de 32,38%.

Ainda salários
Para que se avalie a variação dos gastos com pessoal, é bom lembrar que, nesse mesmo período, houve um crescimento do PIB Corrente de 36,10%, gerando um ganho real acima da inflação de 43% nesse período. Os analistas de plantão reclamam que nenhuma nação do planeta conseguiria bancar tamanha orgia pública. E pior: não se registrou nenhuma indignação da sociedade brasileira sobre essa “aberração econômica”, como diz o economista Ricardo Benjamim.

Quem diria
Dois nada cordiais inimigos (onde um entra, o outro sai) do Supremo, Gilmar Mendes e Luis Roberto Barroso votaram – sem habituais discussões – no aumento proposto de salários dos ministros do Supremo, ao lado de Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, que acabou de chegar ao STF. Contra: Edson Fachin, Rosa Weber, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

Quadro
Para quem não sabe: o Supremo tem 1.700 funcionários e cada ministro conta com 36 auxiliares.

Esse aumento do STF significa dois milhões e oitocentos mil a mais nas contas do STF. E abre a porteira para o aumento de todo o judiciário, insensível com a crise que assola o país.