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Novas taxas devem elevar vendas de imóveis

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Foto: Octávio Cardoso

A partir do próximo dia 22, interessados em adquirir imóveis financiados através da Caixa Econômica Federal terão alguns benefícios. A diminuição na taxa de juros e as condições de pagamento facilitadas são os grandes trunfos do setor para o alavanco na geração de emprego e renda. No Pará, a construção civil, que já vinha apresentando sucessivas altas no número de contratações, espera ansiosamente pela vigência das medidas e o início de um novo ciclo com mais vagas de emprego e melhores condições, que já colocam o Pará no topo do ranking da ocupação formal em todo o Norte e o oitavo no Brasil, segundo dados Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O anúncio foi feito diretamente pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, através de live pela internet. Rapidamente o fato ecoou e no Pará, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) recebeu a notícia com bons olhos, sobretudo pelo interesse de retomada após a queda acentuada da economia e os efeitos da pandemia do novo coronavírus. “Desde o começo (da pandemia), a Caixa Econômica Federal vem inovando, adotando medidas de incentivo ao mercado imobiliário. Já havia feito e lançado produtos diferenciados no mercado e mais uma vez mostra interesse em dar continuidade na politica de incentivo. Essa redução na taxa de juros é muito bem vinda, pois traz consigo uma maior acessibilidade de novos clientes, de repente pessoas que estejam interessadas em partir para investimentos em imóveis, que é um investimento sólido”, afirma Alex Ferreira, presidente do Sinduscon.

Os efeitos das novas regras devem, segundo ele, incentivar ainda mais o número de contratações. O Pará, pelo terceiro mês consecutivo, apresentou crescimento no número de contratações de empregos formais no mês de agosto, totalizando quase dez mil postos. O setor de construção civil foi responsável pelo maior quantitativo de vagas ofertadas, contratando mais de seis mil trabalhadores, o que representa 70,4% do total de vagas. Segundo o Dieese, a construção ofertou 6.778 vagas de emprego formal e desligou 3.268, o que gera um saldo positivo de 3.510 vagas. “Isso representa para o setor um estímulo, mais emprego, novas obras e a geração de renda. O nosso setor vem apresentando números positivos na geração de emprego. Medidas dessa natureza só tendem a consolidar esse processo de geração de emprego”, frisa.

Em relação às medidas, o piso reduzirá de 6,5% para 6,25%, mais taxa referencial, enquanto o teto passará de 8,5% para 8%, mais taxa. Com isso, são estimados cerca de R$ 14 bilhões em crédito imobiliário até o final deste ano. A medida foi anunciada após o banco atingir, no mês de outubro, o número recorde de R$ 500 bilhões para o crédito imobiliário, totalizando 5,6 milhões de contratos.

Por DOL