Início BACANA NEWS Governo negocia tirar forças de segurança do texto da reforma da Previdência,...

Governo negocia tirar forças de segurança do texto da reforma da Previdência, diz Bolsonaro

Compartilhar

Foto: Marcos Correa / Marcos Corrêa/Presidência

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro disse, na tarde desta terça-feira, que o governo negocia retirar agentes de forças de segurança do texto principal da reforma da Previdência . As regras seriam editadas em um projeto de lei complementar, após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Desde a semana passada, o presidente tem atuado para que policiais tenham normas mais brandas para a aposentadoria.

– O que eu tenho falado é a questão do privilégio. Todo mundo está colaborando de uma forma ou de outra com essa questão da Previdência, agora privilégio essa classe nunca teve. Então, acho que o ajuste passa por ai. Pelo que tudo indica, que chegou ao meu conhecimento é que essas classes – da segurança publica – deverão sair da PEC e deverão compor uma lei complementar tão logo seja promulgada essa PEC – disse.

Com o movimento de Bolsonaro, líderes partidários voltaram a pressionar por mais alteraçõe s na proposta, incluindo a inclusão de servidores de estado e municípios.

A declaração foi dada após o presidente participar do lançamento do Programa Nacional do Voluntariado , o “Pátria Voluntária”, que terá a primeira-dama Michelle Bolsonaro como presidente do conselho. A solenidade teve a participação dos ministros Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, ambos responsáveis pela articulação com o Congresso, além de Paulo Guedes, da Economia. O evento durou uma hora.

Durante declaração à imprensa, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, foi questionado sete vezes sobre a fala do presidente acerca da negociação para a retirada dos agentes de segurança do texto. Ele, no entanto, não respondeu quais categorias Bolsonaro se referiu. Ao ser perguntado se a declaração do presidente também incluía policiais militares e civis, o porta-voz negou.

– O presidente não trata de policiais militares, tampouco dos policiais civis – respondeu o porta-voz, explicando que essas duas categorias são subordinadas aos governos estaduais.

Rêgo Barros citou que a preocupação do presidente com os agentes de força de segurança se deve a uma “ligação afetiva” e porque ele reconhece a instabilidade das categorias. Apesar disso, voltou a repetir que Bolsonaro defende que todos têm que dar sua “cota de sacrifício” para a reforma.

– Ele tem preocupação não de agora de atender aquelas categorias da área de segurança que ele tem uma ligação mais afetiva e mais que isso, que conhece com profundidade as vicissitudes dessa categoria. O presidente entende ser muito importante que a nova Previdência seja aprovada para o país. Todos têm que colaborar, inclusive sofrendo na própria carne – disse Rêgo Barros.

Fonte: O Globo