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Estudo da Fiocruz mostra que queimadas afetam a saúde de crianças na Amazônia

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por Portal OESTADONET, com informações da Agência Fiocruz de Notícias

Um estudo coordenado pelo Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fundação Oswaldo Cruz, apresentou os impactos das queimadas para a saúde das crianças, na região amazônica. De acordo com a pesquisa, o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou, durante o primeiro semestre deste ano. Foram aproximadamente 2,5 mil internações a mais, por mês, em maio e junho de 2019, em quase 100 municípios da Amazônia Legal, composta pelos sete estados da região Norte, mais o Maranhão e o Mato Grosso.   O destaque ficou por conta dos estados do Pará, Rondônia, Maranhão e Mato Grosso. O custo excedente para o Sistema Único de Saúde (SUS) foi de R$ 1,5 milhão. Segundo a pesquisa da Fiocruz, viver em uma dessas cidades, próxima a focos de incêndio, aumenta em 36% o risco de se internar por problemas respiratórios.  Um fato grave apontado pelo estudo da Fiocruz é que em cinco dos nove estados da Amazônia Legal houve aumento na morte de crianças hospitalizadas por problemas respiratórios. É o caso de Rondônia, entre janeiro e julho de 2018 foram cerca de 287 mortes a cada 100 mil crianças com menos de 10 anos. No mesmo período de 2019, esse número aumentou para 393. Em Roraima, 1.427 crianças a cada 100 mil morreram internadas por problemas respiratórios, no primeiro semestre de 2018. No mesmo período de 2019, foram 2.398.  As internações hospitalares praticamente quintuplicaram em algumas cidades, com destaque para Santo Antônio do Tauá; Ourilândia do Norte e Bannach, no Pará; Santa Luzia d’ Oeste, em Rondônia; e Comodoro, no Mato Grosso. Nesses municípios, o número de internações foi mais de cinco vezes maior do que o esperado.   As crianças tornam-se mais suscetíveis aos efeitos das queimadas. Durante o período de seca na região – que coincide com a diminuição das chuvas regionais – a queda dos índices de umidade e período de queimadas está relacionada com os casos de afecções respiratórias, por conta do aumento da emissão de poluentes e partículas emitidas pelas queimadas.  A Fiocruz mostrou que nas cidades analisadas houve um total de 5.091 internações por mês, quando o valor seria de 2.589. Resultados que sugerem um excesso de 2,5 mil internações de crianças nos municípios mais impactados pelas queimadas. 

* Samuel Alvarenga, com com informações da Agência Fiocruz de Notícias