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Dos escolhidos por Helder, quando o preconceito em época de polarização irracional, fala no lugar da razão.

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De maneira geral os nomes anunciados por Helder para compor o seu primeiro escalão obtiveram boa impressão.
Alguns atuais ministros do Governo Federal – dois – nomes com currículos sólidos, muitos técnicos qualificados.
De forma geral, a sociedade vem elogiando as escolhas do governador eleito.
Claro que existem insatisfações, mas elas vem dos políticos – sempre eles – que como até a estátua de Carlos Gomes sabe, jamais estão satisfeitos.
Mas dois nomes causaram fuzuê nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp.
O do filho de Eder Mauro, Hugo Rogério para a Secretaria de Justiça.
E o da jornalista Úrsula Vidal para a Secretaria de Cultura.
Ou seja, os dois nomes “identificamos” como mais aos extremos do aspecto político partidário.
Hugo considerado da extrema direita e Úrsula identificado com a extrema esquerda – mesmo que eu não concorde com isso em relação à Úrsula, é assim, por estar filiado ao PSol, que grande parte a vê.
Ou seja, o fuzuê que esses nomes causou, e apenas esses, se deve não ao fato de serem competentes ou não, mas a “imagem” momentânea mais aos extremos no âmbito político, do que os demais escolhidos.
Acontece aqui um reflexo da tal polarizacao nacional, que causou debates enormes entre os “mais à esquerda” e “os mais à direita”, entre a turma de Lula e Bolsonaro, também se repetindo aqui no anúncio dessas escolhas.
Críticas irracionais, críticas de “imagem” e não de competências.
Vivemos em um momento de radicalização, e isso não serve pra nada além de combustível para os mais radicais.
Inclusive na questão de Rogerio a crítica dos esquerdistas é que ” um homem da extrema direita cuidará dos direitos humanos”.
Essa visão é porque atualmente a Secretaria de Justiça é que cuida dessa área. Mas no governo Helder isso mudará.
Quem cuidará dos direitos humanos será a Secretaria da Cidadania, recém criada e que também cuidará das ações intersetoriais de governo, para promover inclusão social e prevenção do crime e violência.
Ela será comandada por Ricardo Balestreri – talvez o escolhido com o currículo mais impressionante.
Ricardo é historiador, com especialização em Psicopedagogia Clínica e em Terapia Familiar. Ele é o atual chefe do Gabinete de Assuntos Estratégicos de Goiás e membro da Comissão do Sinaped, do Governo Federal.
Ele compõe o Observatório de Segurança com Cidadania na FGV e é professor da Universidade Estácio. Foi secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás e secretário Nacional de Segurança Pública, período em que comandou a execução do PRONASCI.
Ainda no âmbito do Ministério da Justiça, dirigiu o Departamento de Pesquisa, Análise da Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança. Presidiu o Pacto Integrador pela Segurança Pública, reunindo secretários e Inteligências de 22 estados da federação, inclusive o Pará.
Contra Hugo e Úrsula pesa o preconceito, é só.
Rogerio tem qualificação profissional para o cargo que foi escolhido, é graduado em Direito pela Unama, com especialização em Direito Penal na UNISUL. Já atuou como advogado, além de coordenador de Controle Interno e Consultor Jurídico na Secretaria de Pesca do Pará.
Úrsula também, jornalista de renome nacional, produtora, ativista cultural e ambienal, documentarista, teve mais de 585 mil votos quando se candidatou ao Senado.
Preconceito é segundo o Aurélio: qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico.
2.
sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.
Portanto, deixemos de besteiras e aguardemos suas atuações à frente das secretarias para dai sim, fazermos as críticas.

PS- No mais tem um novo ingrediente em tanto falatório, tanto fuzuê com esses dois nomes anunciados. Os que já veem a antecipação das eleições de Belém pelo retrovisor.