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Aumenta em 12% o número de pedidos de medidas protetivas em Santarém, segundo Deam

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Foto: Reprodução/TV Tapajós

Por G1 Santarém

O número de solicitações de pedidos de medidas protetivas aumentou em 12% em 2019, é o que revelam os dados da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Santarém (Deam), no oeste do Pará. Em 2019 foram registrados 1.454 pedidos, sendo que a maioria desses casos são de menor potencial ofensivo.

À TV Tapajós, a delegada Andreza Alves contou que a maioria das ocorrências registradas são relativas a lesão corporal de natureza leve, vias de fato, ameaças, injúrias e algumas de crimes sexuais. “A maioria dessas medidas são solicitadas pela vítima e deferidas pelo poder judiciário. Nós tentamos fazer o encaminhamento dessas medidas com a maior brevidade possível, o judiciário também tem respondido com bastante rapidez, o que evita que problemas de maior gravidade aconteçam”, ressaltou.

O número de registros revela que as mulheres estão mais conscientes dos direitos. Já que antes, elas só pediam as medidas protetivas quando já tinham sido agredidas.

“São crimes de menor potencial ofensivo, crimes de ameaça, injúria, lesões leves ou agressões que não deixam vestígios, isso é um sinal muito importante significa que a vítima tem procurado seus direitos quando a violência ainda não está muito grave, isso é importante para frear o ciclo da violência, interromper esse ciclo, que vai se agravando a medida que a mulher vai permitindo que ele ocorra”, explica a delegada.

Foram 1.792 mil boletins de ocorrências em 2019, e em 2018, foram 1.697. Em janeiro de 2020, já foram registradas 123 ocorrências.

Feminicídio

O primeiro registro do crime no estado do Pará, foi feito em abril de 2015, quando Ingrid Israel foi assassinada pelo namorado em Ananindeua, Belém. A jovem de 28 anos era natural do município de Óbidos. O autor do crime foi condenado a mais de 40 anos de prisão.