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As últimas e mais quentes direto de Brasília

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Nem bem o governo completou seu primeiro mês e o núcleo duro mais próximo de Bolsonaro admite, apenas em rodas íntimas, que já estaria em marcha um plano de reforma do ministério, com degola de alguns cuja entrevistas comprometem a nova administração – e algumas chegam a chocar pela absoluta falta de bom senso. Os que estão, com discrição, na frigideira, sabem disso e vêm procurando socorro. Há divisões: indicados de Olavo de Carvalho podem voar e, ao contrário, Eduardo Bolsonaro, ao lado do ex-astrólogo, tentaria emplacar outros nomes. Onyx Lorenzoni desconfia até da própria sombra.

Em alta
O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, resolveu dar um tempo em entrevistas para grandes veículos do país e do exterior. Quer tapar a boca dos que falam que ele quer mesmo é aparecer. No dia a dia, contudo, continua a ser o queridinho dos jornalistas de Brasília e no Twitter já tem mais de 300 mil seguidores.

Sem pressa
O vice-presidente Hamilton Mourão disse que apesar de ser prioridade a reforma da Previdência não será feita as pressas. Ele garante que Jair Bolsonaro ainda deverá entrar no circuito para que a reforma seja aprovada e lembra que ele tem boa relação pelo menos na Câmara, onde já foi deputado. “Precisa ter a articulação política e uma comunicação eficaz – não só para a população, mas para os congressistas, para aqueles que não entendem a realidade. É um problema de todos, a bomba está armada. Todo mundo precisa ajudar”. Mais: acredita que a reforma deva ser aprovada somente no segundo semestre deste ano.

Acaba comigo
Ainda sobre Mourão: ele disse que conversou com Jair Bolsonaro e falou sobre o clima que está no Brasil depois das últimas tragédias. E antes de finalizar lhe desejou uma ótima recuperação e brincou dizendo que estava indo para um churrasco. E Bolsonaro: “Poxa! Assim você acaba comigo, eu aqui no hospital!”.

Amadorismo
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse não, de imediato, ao pedido do chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, de ter um gabinete especial para ele e alguns assessores na própria Casa. Maia chegou a considerar “amadorismo” de Onyx essa iniciativa: a ideia era ter um posto avançado para convencer deputados a votar na reforma da Previdência dentro da Câmara. Além disso, não esconde que não gosta de Lorenzoni, que trabalhou contra sua candidatura. Para muitos, Rodrigo quis avisar – mais uma vez – que quem manda na Câmara é ele.

Mentor
Nos corredores do poder, em Brasília, o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, não desgruda de Davi Alcolumbre, que ajudou a eleger presidente do Senado. Os mais irônicos dizem que Onyx é o “mentor intelectual” de Alcolumbre, lembrando Ciro Nogueira (PP) que comandava as ações de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara, há anos, egresso do baixo clero.

Telefonemas
O vice Hamilton Mourão conversou alguns minutos, pelo telefone, nesses dias, com o presidente Jair Bolsonaro, a quem desejou pronto restabelecimento. E Bolsonaro ligou para o âncora do SBT Carlos Nascimento, que o entrevistou recentemente para falar de saúde. Nascimento teve, há algum tempo, um câncer no reto, afastou-se e voltou em forma.

Outras versões
Nas redes sociais circulam outras versões sobre o estado de saúde de Bolsonaro, que fazem lembrar o calvário de Tancredo Neves, quando os brasileiros foram enganados dias a fio. É urgente médicos virem a público para dar uma satisfação formal à população. Boletins oficiais lidos pelo porta-voz Rêgo Bastos já provocam dúvidas.

Campanha
O governo prepara uma campanha para TV, rádio, jornais e internet para explicar, em linguagem direta e coloquial, que o país precisa da reforma da Previdência. Se não, vai quebrar. As habituais considerações de Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni só fazem crescer dúvidas. Eles não são nem um pouco “especialistas em comunicação”. Detalhe: a Rede Globo também deverá receber e veicular os anúncios.

Levante
Raquel Dodge, procuradora-geral da República, está enfrentando um levante de sua corporação com motivo salarial. Procuradores que integram grupos de trabalho e coordenações estaduais ameaçam abandonar cargos e cobram o pagamento de gratificação por “acumulo de funções”. Hoje, o Ministério Público da União tem 19.670 servidores ativos e 3.699 inativos ao custo de pessoal de R$ 5,2 bilhões ao ano (custo per capita mensal de R$18.543,03).

GB