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Zequinha Marinho; – Se Jatene renunciar desmancho o governo que está aí, coloco novos nomes e sou candidato a governador.

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Quanto tempo você já tem de mandato?
Já estou no sexto mandato. A diferença é que no meu primeiro mandato eu era suplente e foi pequeno, durou dois anos. Fui por duas vezes Deputado Estadual ; deputado federal com três mandatos seguidos e em seguida eu fui convidado para ser vice governador e eu aceitei o desafio. Foi difícil mas graças a Deus sobrevivemos.

A política mudou muito. Qual a diferença com a chegada das redes sociais para a política feita há dez anos atrás?

Hoje você é muito mais observado.Há 10… 15 anos atrás era diferente. Isso faz com que a política de fato tenha mudado. Mas muitas vezes as coisas até acontecem sem maldade porém tomam outra proporção. Seja um vício de comportamento que acaba levando a uma grande crítica ou até mesmo uma ação que toma grandes proporções devido a exposição que vivemos hoje. O ideal é que você evite comportamentos que o leve a críticas públicas.

Você é considerado um político ‘pé na Estrada’. Você nota a diferença hoje como as pessoas te recebem?

Olha particularmente para mim não mudou muita coisa eu sempre tive uma boa relação com todo mundo e essa questão de andar é uma necessidade que você tem de poder chegar perto da população. Uma coisa é você fazer a política no corpo a corpo e outra coisa é digamos assim você ter muito dinheiro para fazer uma campanha. Tendo condições de fazer uma campanha muito boa com muita mídia e tudo mais. Eu não tenho uma estrutura grande então eu preciso estar nesse corpo a corpo, próximo a população. Essa foi minha primeira necessidade, está presente nas comunidades encontrar as pessoas conhecer os problemas, os anseios. Foi dessa forma que eu me fiz politicamente para que eu possa ser uma ferramenta de luta da sociedade.

Uma vez eu estava conversando com Adnan, secretária de governo que tinha feito uma visita ao Marajó. E ele me disse: Marcelo você não tem a noção da quantidade de pessoas que vivem numa profunda miséria e nós não conseguimos nos dar conta disso.

A gente precisa ter cuidado com isso. Até porque o Brasil tem esses altos e baixos e aí a gente às vezes melhora um pouco mas temos que transformar nosso estado em uma máquina que gere economia. Ppara você ter noção 35% da nossa população vive abaixo da linha da pobreza só aqui no Pará e esse é um dado que realmente nos preocupa tanto. Por isso o Governo Federal tem muita Bolsa Família para o norte. A sorte é que pelo menos nós ainda temos alimentos. Por mais que nosso Caboclo não tenha renda, ele consegue a alimentação dele e sobreviver.

Vice-governador nós sabemos que se o governador quiser se candidatar ele vai precisar agora no dia 6 de abril renunciar o cargo assim como Ministro Helder assim como Manoel Pioneiro. Passa pela sua cabeça renunciar também?

Não de forma alguma tem passado por minha ideia renunciar até porque o governador fazendo isso eu como více, assumo para dar continuidade ao mandato.Eu não posso numa hora dessa me negar a esse desafio. Se ele renunciar eu assumo governo.

Dizem que já lhe ofereceram vaga em Tribunal e cargos com todos os incentivos possíveis para que você renuncie e mesmo assim você não vai renunciar?

Eu estou na política e eu quero continuar na política quero trabalhar. estas coisas são muito mais boatos do que fatos. O governador já decidiu já anunciou: ele fica no cargo até o final e eu acredito no Governador. Ele é um homem de palavra. Até porque o Márcio Miranda presidente da Alepa é o pré-candidato a Governador anunciado pelo Jatene. E a minha trajetória política já está traçada. Sou pré-candidato ao Senado. Agora se Jatene sair para ser candidato eu assumo, e desmancho todo o governo que aí está, e faço um novo com novos nomes, e tento me eleger governador.

Nós temos visto você em algumas fotos, alguns eventos que o ministro Helder vem realizando. Inaugurações, entrega de benefícios pelo Estado… Já existe uma conversa com Ministro ou com o candidato da chapa do Jatene?

Não existe nenhuma conversa nem com Ministro nem com Governador. nossa relação é muito boa mas é uma relação institucional eu tenho adversários mas eu não tenho inimigos; Cultivo a paz com todo mundo, tenho uma boa relação com todos; E o que precisamos é fazer o estado avançar, o interesse público deve estar acima de qualquer divergência.

Ou seja não existe ainda nenhum acerto político para nenhuma composição seja ela com o ministro Helder ou com o governador Jatene?

Na sexta-feira quando o governador anunciou com todas as letras e você deve ter visto a reportagem eu tinha um encontro de partido marcado em Xinguara. Nós estávamos com reportagem na mão e sabe qual foi a nossa atitude:? A partir de agora nós somos pré-candidato ao Senado. E foi justamente em cima desse cenário novo que viabilizou naturalmente a nossa candidatura Mas por enquanto ainda não tem nenhuma conversa com ninguém.

Por exemplo, Deputado Márcio Miranda que eu considero um homem com muita virtude foi eleito 3 vezes, mas não é do partido. Eu me recordo que na última eleição onde houve uma turma do PSDB que foi para cima do governador dizendo não abrir mão para alguém que não é do nosso partido. Então tem essa coisa da reação dos Tucanos não é?

Olha essa situação nós já conversamos várias vezes e vai ter uma convenção do partido daqui ha alguns dias e existe hoje a necessidade de uma pessoa que não é do PSDB mas que é extremamente leal, fiel e companheira e a quem Simão Jatene deve muito porque o Márcio tem feito para ajudar o governo estabilizando, controlando, não só os partidários da situação mas também da oposição. O governador não está fazendo uma coisa errada. E ele tem argumentos mais do que suficientes para dizer para o partido entender que é necessário abrir mão. Iclusive ele já fez essa opção.

Na campanha de divisão do Estado o Pará saiu chamuscado com raiva, ódio. As populações só pensam em dividir quando se sentem abandonadas, excluídas.
Em que ponto você no senado poderia contribuir com o estado O que que você pensa, que tipo de projeto raciocina, como você vê a história da divisão do Estado?

É interessante colocar isso. Porém esse assunto já foi sepultado. Existe uma compreensão no Supremo Tribunal Federal onde a Constituição diz exatamente como eles interpretaram. Temos que pensar em um plebiscito no estado todo e naturalmente existem pessoas contra e outras a favor e isso é uma questão democrática. E nós como Democratas temos que saber respeitar a opinião de todo mundo. Então já foi feito um plebiscito e sabemos o resultado. Este é um assunto superado. Precisamos nos preocupar em correr atras do prejuizo desta crise.Precisamos construir ferramentas para que a gente crie cenários adequados afinal, o Pará tem potencial para algumas Vertentes que são importantes para a economia do Brasil e do mundo nós temos terra boa, chuva e tudo. o problema ambiental ainda é muito sério nós estamos na Amazônia e até agora nós não achamos um padrão para questão ambiental. A partir de então você começa a criar um cenário que vai fazer a diferença no cenário adequado para a economia. Olha nós temos uma província mineral invejável mas temos um problema aí! Alimentamos a balança comercial brasileira, temos o problema da Lei Kandir e nada beneficia nosso estado. O Brasil precisa tratar melhor os estados com esse potencial.

O teu partido depois que você aceitou o desafio de ser vice governador parece ter sido esquecido. Como é que o teu partido foi tratado nesse tempo até agora?

Quando aceitamos o convite para sair candidato a vice-governador sai por conta de espaço. E nos aliamos, cerca de quinze a dezesseis partidos. Do meu partido erámos cerca de 40 pessoas trabalhando no CREDCIDADÃO, mas algumas coisas mudaram, é claro que torna-se mais fácil quando você trabalha ativamente no governo, ainda cheguei a vinsistir com o governador por conta de alguns, mas decidi não forçar, afinal o governador é o governador. Pra você ter ideia dois partidos ainda continuam com secretarias como é o caso do PSB com a Secretaria de Justiça e o Solidariedade do Wlad que conseguiu a SEEL.

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Foi prometido, sub governadorias no sul e no Sudeste do Estado do Pará. Qual é o sentimento quando você vê que está chegando ao fim o mandato isso não foi cumprido?
É um discurso interessante que eu acreditava nessa possibilidade mas quando você entra e conhece a estrutura e como funciona a gestão orçamentária você percebe que não tem cobertura legal. É muito mais importante fortalecer as regionais para que você tenha o estado funcionando.

Você acha que é possível aparecer um terceiro nome para essa disputa no governo do estado?

Eu acho que a esquerda vai lançar um candidato. Tem o PT com Paulo Rocha, o PCdo B com a Ana Júlia, tem o PSOL com Edmilson . A esquerda precisa lançar um nome.