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Veja o que pesará no seu bolso em 2021

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Foto: Reprodução/Pexels

Aluguel, plano de saúde, conta de luz, gás de cozinha, transportes e mensalidade escolar devem ficar mais caros, por diversos motivos. O salário mínimo foi reajustado de R$ 1.045 para R$ 1.100, com reflexo no abono salarial do PIS/Pasep, em aposentadorias e em alguns benefícios previdenciários.

O aluguel pode disparar por causa do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), que costuma ser usado para reajustar os contratos uma vez por ano. O índice fechou 2020 com uma alta acumulada de 23,14%, a maior variação anual desde 2002.

Os clientes de planos de saúde devem se preparar para um aumento de até 35% nas mensalidades ao longo do ano. Ficou decidido que o aumento que valeria para setembro, outubro, novembro e dezembro será cobrado em 12 parcelas a partir de janeiro, mês em que o reajuste de 8,14% (planos individuais) e 15% (coletivos) também passará a valer.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) passou a aplicar a bandeira vermelha 2 nas contas de luz em dezembro, a tarifa mais cara prevista no sistema de bandeiras de distribuição de energia elétrica.

No final de dezembro, a Petrobras anunciou um aumento de 4% no preço médio do diesel em suas refinarias e em 5% no da gasolina. A expectativa é que o consumo de combustíveis volte a crescer, tanto para transporte quanto para a produção industrial.

Nesta semana, a Petrobras anunciou aumento de 6% para o gás liquefeito de petróleo (GLP), que já tinha sido reajustado em 5% no início de dezembro passado.

O prejuízo acumulado pelas empresas de transporte público, a alta dos combustíveis e da energia elétrica são considerados uma “bomba-relógio” que deve explodir em 2021, trazendo reajustes nas tarifas cobradas dos usuários do serviço.

Inovações tecnológicas para aulas a distância e adequações sanitárias foram necessárias, e isso refletiu no reajuste das mensalidades. Em novembro, um levantamento do Grupo Rabbit, que faz consultoria de gestão escolar, indicou média de reajuste de 5% em 328 colégios paulistas, a inflação para 2021 foi estimada em torno de 3%.

Para este ano, os juros tendem a subir. Não há mais orçamento para linhas especiais de estímulo ao crédito. Além disso, economistas projetam que a taxa básica terminará 2021 em 3% ao ano.