Terremoto no Japão: País Enfrenta Ameaça de Megaterremoto Após Abalos Recentes

Introdução: Por Que os Terremotos no Japão Preocupam o Mundo
O Japão, localizado no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, é um dos países mais vulneráveis a terremotos no mundo. O país está localizado na junção de quatro placas tectônicas e apresenta uma das maiores atividades sísmicas do mundo. O arquipélago, de 125 milhões de habitantes, registra cerca de 1.500 terremotos por ano. Em dezembro de 2025, uma série de abalos sísmicos significativos voltou a colocar o país em alerta máximo, levantando preocupações sobre um possível megaterremoto que poderia ter consequências devastadoras.
Terremotos Recentes em Dezembro de 2025
Um terremoto de magnitude 7,5 atingiu a costa da província de Aomori às 11h44 (horário local), a uma profundidade de 20 km, no dia 8 de dezembro. O forte tremor deixou pelo menos 30 feridos e foi seguido por ondas de tsunami de 70 centímetros. Apenas alguns dias depois, um terremoto de magnitude 6,9 atingiu a região nordeste do país na sexta-feira (12 de dezembro).
Após o terremoto do início da semana, o governo divulgou aviso especial alertando moradores de uma ampla área, de Hokkaido, ao norte, a Chiba, a leste de Tóquio, para que ficassem em alerta quanto à possibilidade de forte terremoto ocorrer novamente em uma semana. Este foi o primeiro alerta de possibilidade de “megaquake” — tremor de magnitude igual ou superior a 8 — desde que essa categoria foi criada em 2022.
Riscos e Previsões de Um Megaterremoto
As autoridades japonesas têm razões para preocupação a longo prazo. O governo prevê uma chance de cerca de 80% de um terremoto de magnitude 8 a 9 ao longo de uma zona de fundo marinho conhecida como Nankai Trough. A economia do Japão pode perder até US$ 1,81 trilhão caso ocorra um megaterremoto que poderia desencadear tsunamis devastadores, o colapso de centenas de edifícios e potencialmente matar cerca de 300 mil pessoas.
A memória do país ainda guarda as cicatrizes do passado. A região ainda vive as consequências do terremoto de magnitude 9, em março de 2011, que provocou um tsunami, deixando cerca de 18.500 mortos ou desaparecidos. A catástrofe também provocou a fusão de três dos reatores da Central Nuclear de Fukushima.
Conclusão: Preparação é a Chave
Acostumado a forte atividade sísmica, o Japão possui protocolos amplamente difundidos e sistemas de alerta eficientes. Apesar dos recentes abalos sísmicos, não houve mortes, danos significativos à infraestrutura ou anomalias em usinas nucleares. Para turistas e moradores, a mensagem das autoridades é clara: manter a vigilância, seguir os protocolos de segurança e estar preparado para evacuações rápidas. A experiência japonesa em gestão de desastres naturais continua sendo um exemplo mundial, mas os alertas recentes reforçam que o país vive sob constante ameaça sísmica.









