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Sespa emite alerta para evitar a lepstospirose no Pará

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Foto: Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa)

Por G1 Pará

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) emitiu um alerta nesta sexta-feira (10) para os cuidados que é preciso ter para evitar a leptospirose durante o inverno amazônico. Em 2019, o estado registrou 102 casos, sendo que nove pessoas morreram por causa da doença. Belém foi a cidade com maior registro da doença durante o ano passado, com 55 casos.

Com o Pará vivendo o período de chuvas intensas, aumentando as áreas alagadas na cidades, o risco de contaminação da doença aumenta. A pessoa contrai a leptospirose quando entra em contato com a água que foi contaminada de alguma forma com a bactéria leptospira, geralmente encontrada na urina de roedores (ratos) e outros animais como cachorro, porco e cavalo. A contaminação pode acontecer também pela ingestão de alimentos ou água contaminados.

Quem estiver contaminado com a doença apresenta os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náusea, vômito ou icterícia (pele amarelada). Como os sintomas são parecidos com os de outras doenças, é importante relatar ao médico que o paciente teve contato com áreas alagadas ou ambientes em que há roedores.

“É muito importante trabalhar com a rede hospitalar na porta de entrada desse paciente, pois os sintomas são bem parecidos com outras doenças, por isso, a sensibilização dos profissionais no diagnóstico”, ressaltou Zilda Baptista, coordenadora estadual de controle da lepstospirose.

O diagnóstico é feito através de exames clínicos e de sangue em até 14 dias, por conta da complexidade da doença. O tratamento é feito através de antibióticos.

“Se o paciente for atendido em até 7 dias depois do contato com a bactéria, o exame laboratorial não será possível detectar. Por isso, é fundamental a observação”, ressaltou a coordenadora estadual de controle da lepstospirose, Zilda Baptista.

Para evitar a contaminação, é necessário evitar acúmulo de lixo e água parada, proteger os pés ao andar em áreas alagadas, beber água tratada, não deixar restos de alimentos de animais de estimação disponíveis aos roedores, não consumir alimentos de origem duvidosa ou expostos aos roedores e evitar tomar banho em igarapés, açudes e riachos próximos de áreas infestadas por roedores.