Início BACANA NEWS Municípios do Pará estão entre os piores no Brasil em Saneamento Básico

Municípios do Pará estão entre os piores no Brasil em Saneamento Básico

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Foto: Elcimar Neves/Diário do Pará

O Instituto Trata Brasil divulgou nesta terça (23) dados e análises sobre a situação do saneamento no país. Os dados são referentes ao ano de 2017, e não deu outra: o Pará e seus representantes, os municípios, estão reprovados em matéria de saneamento, isso incluindo municípios ricos e pobres.

Segundo o instituto, o Pará o segundo maior déficit de água encanada, já que 54,7% da população não têm acesso ao líquido precioso que sai da rede geral. Apenas atrás do Amapá, com 62,9% de sua população sem água. Em se tratando de esgoto, este corre a céu aberto para 93,7% da população paraense. Só Rondônia, com 95,5%, tem situação mais crítica.

Mas não só isso, o Pará é um dos lugares brasileiros mais distantes da política de universalização do saneamento básico. A falta de investimentos secular nessa área, tanto dos sucessivos governantes do estado quanto dos prefeitos, tratou de sepultar o estado sob escombros de dejetos. É como se em pleno século 21 o Pará vivesse no século 19 no tocante a saneamento, atraindo para si uma legião de doenças e mazelas decorrentes da escassez de água potável e de tratamento de esgotamento.

Não muito distante da realidade do Pará está a Grande Belém, região metropolitana com as mais precárias condições de saneamento do país entre as metrópoles e segundo lugar no geral. Em Belém, de acordo com os dados compilados pelo Trata Brasil do SNIS, 44,6% não têm água encanada e 91,4% não têm acesso a esgoto. Esses percentuais só não são piores que os registrados em Macapá (AP), onde a situação é ainda mais degradante.

Segundo o Trata Brasil 31.510 paraenses adoecem anualmente em decorrência da falta de saneamento e 91 morrem acometidas por doenças relacionadas à veiculação hídrica. E as complicações de saúde não respeitam se o município é menos ou mais populoso, rico ou pobre.

No recorte do instituto que considera os municípios mais populosos do Brasil, todos os municípios paraenses destacam-se negativamente. Belém, Ananindeua, Santarém, Marabá, Parauapebas, Castanhal e Abaetetuba estão, sem tirar nem pôr, entre os piores da nação. A situação é tão grave que, em Parauapebas, segundo o Trata Brasil, está uma das mais elevadas incidências de doenças decorrentes da ausência de saneamento, que internaram 113 pessoas em 2017 e levaram cinco a óbito no mesmo ano.

Em Marabá, onde as taxas de saneamento são mais tímidas que em Parauapebas, não se viu uma situação do tipo. Com muito mais habitantes que Parauapebas, Marabá apresentou apenas 40 internações em 2017 decorrentes de problemas com saneamento e nenhum óbito, conforme apontam dados do Ministério da Saúde.

Com informações do Blog do Zé Dudu