O governo anunciou a ampliação do Move Brasil, que passa a contar com R$ 21,2 bilhões em linhas de crédito para a compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários. A operação será feita pelo BNDES, com recursos do Tesouro Nacional e aportes adicionais do banco.
A nova etapa amplia o alcance do programa, que antes estava voltado apenas à compra de caminhões. Com a mudança, passam a ser incluídos ônibus, micro-ônibus e implementos como reboques e carrocerias, além de ajustes nas condições para transportadores autônomos.
Novas condições para autônomos
Entre as mudanças anunciadas estão prazo de pagamento de até 10 anos e carência de até 12 meses, com redução na taxa de juros. O volume reservado exclusivamente aos autônomos será de R$ 2 bilhões. A medida também prevê financiamento para veículos novos e, no caso de caminhoneiros autônomos e cooperativados, para seminovos.
O programa beneficia transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas de transporte rodoviário de cargas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas ou passageiros. Os financiamentos ficam restritos a veículos de fabricação nacional que atendam às regras de conteúdo local do BNDES.
Primeira fase teve forte demanda
Na primeira etapa do Move Brasil, lançada em janeiro de 2026, o programa disponibilizou R$ 10 bilhões para o setor. Os recursos foram consumidos em cerca de dois meses, com mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos em várias regiões do país. Em outro relato, o volume inicial apareceu como esgotado em 90 dias.
As informações sobre a execução da linha mostram uma procura acelerada desde o início. Em uma leitura apresentada pelo mercado, a demanda por financiamento superou a oferta disponível para empresas de transporte, enquanto a fatia destinada aos autônomos permaneceu com saldo menor e liberação mais lenta por exigências documentais.
Expansão mira renovação de frota
O objetivo da política é renovar a frota de veículos pesados e ampliar o acesso ao financiamento em um segmento marcado por obsolescência. O programa foi descrito como uma iniciativa para modernizar o transporte, reduzir custos logísticos e apoiar a troca de veículos antigos por modelos mais eficientes e sustentáveis.
Com a ampliação, o governo também passou a incluir ônibus na linha de crédito, o que aumenta o público-alvo do programa. O valor máximo financiável por beneficiário foi fixado em até R$ 50 milhões, e as condições detalhadas ainda dependem de definição do Conselho Monetário Nacional.
O anúncio da nova fase foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ampliação do Move Brasil reforça a estratégia de financiamento para renovação de frota e amplia o alcance de uma linha que já havia mostrado alta procura logo nos primeiros meses de operação.