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Líbano manda prender dirigentes do porto onde mega explosão ocorreu

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libano destruido
reprodução: twitter

O governo do Líbano ordenou hoje, 5, a prisão domiciliar de todos os responsáveis do porto de Beirute onde uma mega explosão ocorreu ontem. O governo suspeita de negligência no armazenamento de uma carga de nitrato de amônio, uma substância química para fertilizar terras.

Até o momento mais de 135 pessoas morreram e 4 mil estão feridas. Mais de 2.500 toneladas do fertilizante estavam no armazém do porto desde 2013.

Originalmente a carga veio de um navio de Moçambique. A embarcação teve problemas em Beirute e com o risco de explosão os tripulantes abandonaram o barco. A carga então foi alocada no armazém.

Mais de seis cartas foram enviadas pela alfândega do Líbano à Justiça e autoridades para que fosse dado um destino ao nitrato de amônio. Nenhuma das cartas foi respondida.

Ainda não se sabe o que foi o estopim para o incêndio, mas há uma suspeita que faíscas de uma máquina de solda possam ter iniciado tudo. Entretanto a suspeita de ato deliberado também não foi descartada.

O Líbano vive uma grave crise econômica nos últimos anos. Taxas de desemprego no país chegam à 30%. A comunidade libanesa no Brasil é muito grande, com cerca de 10 milhões de nativos e descendentes.

O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende ajudar o Líbano. “O Brasil vai fazer mais que um gesto, algo concreto para atender em parte aquelas pessoas que estão numa situação complicada”, disse.

A fragata brasileira Independência está no país. Na hora do acidente o navio estava no mar mediterrâneo em patrulha. A missão humanitária da tripulação por lá iria até o final de 2020, mas pode ser prorrogada agora com o acidente.