sábado, janeiro 24

Juiz Sequestrado em São Paulo é Libertado Após Usar Palavra-Chave em Ligação

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Sequestro de Magistrado Choca São Paulo

Um caso de sequestro que mobilizou as autoridades policiais de São Paulo teve um desfecho positivo na manhã de terça-feira (20 de janeiro de 2026). O juiz Samuel de Oliveira Magro, integrante do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), ligado à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, foi libertado após ser sequestrado na capital paulista. O caso ganhou repercussão nacional pela forma engenhosa como a vítima conseguiu alertar as autoridades.

Como Aconteceu o Sequestro

O magistrado foi levado pelos criminosos na noite de domingo (18), enquanto trafegava pela Avenida Rebouças, na Zona Oeste de São Paulo. O auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro passou quase 30 horas como refém em um cativeiro em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. O cativeiro era um cômodo de poucos metros quadrados, paredes com tijolos à mostra e uma janela tampada por um lençol.

A Palavra-Chave que Salvou o Juiz

O elemento crucial para o resgate foi a inteligência da vítima ao se comunicar. Durante a chamada, o magistrado utilizou uma palavra-chave previamente combinada, sinalizando que estava em situação de sequestro. Essa estratégia permitiu que seu companheiro acionasse imediatamente as autoridades. A operação culminou na prisão de cinco suspeitos — três homens e duas mulheres — que foram encaminhados ao Palácio da Polícia, no centro de São Paulo.

Investigação e Histórico

A Polícia Civil de São Paulo investiga se o juiz foi vítima do chamado “golpe do amor”, modalidade criminosa em que suspeitos criam perfis falsos em aplicativos de relacionamento para atrair as vítimas. Segundo as autoridades, ele foi escolhido aleatoriamente pelos criminosos em um sequestro-relâmpago por oportunidade. Preocupantemente, esta é a segunda vez que o magistrado é vítima de sequestro.

Significado e Alerta para a População

O caso destaca a importância de medidas preventivas de segurança pessoal. A estratégia de estabelecer códigos secretos com familiares e pessoas próximas pode ser crucial em situações de emergência. A ação contou com o apoio do Garra, do DOPE e da Divisão Antisequestro, sendo considerada um sucesso pela rapidez na localização da vítima, que saiu ilesa do episódio. O episódio serve como alerta sobre a necessidade de vigilância constante, especialmente em regiões urbanas movimentadas, e reforça o trabalho eficiente das forças de segurança paulistas no combate ao crime organizado.

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