Inundações em Rio Branco: Estado de Emergência e Riscos Hidrológicos Mantêm Capital em Alerta

Crise Hídrica Atinge Rio Branco
A capital do Acre, Rio Branco, enfrenta uma grave situação de inundações que levou o governo estadual a decretar estado de emergência de nível 2. As inundações foram provocadas pelo aumento expressivo do volume de chuvas e pela elevação dos níveis dos rios Acre, Purus e Tarauacá, afetando não apenas Rio Branco, mas também outros quatro municípios: Feijó, Plácido de Castro, Santa Rosa do Purus e Tarauacá.
O Decreto nº 11.812, publicado em edição extra do Diário Oficial desta segunda-feira, 29, foi assinado pela governadora em exercício, Mailza Assis, e tem validade de 180 dias. A medida representa a gravidade da situação enfrentada pelas comunidades ribeirinhas e população urbana da região.
Chuvas Intensas Superam Média Histórica
Os números revelam a dimensão do fenômeno climático que atinge o Acre. Em Rio Branco, o acumulado chegou a 483 milímetros, volume 97% superior à média esperada para o período, estimada em 265 milímetros. Ainda mais alarmante, apenas nos últimos quatro dias, foram registrados 246 milímetros de chuva, quantidade superior ao esperado para todo o mês de dezembro na capital acreana.
Em Rio Branco, o nível do rio chegou a 14,94 metros, superando a cota de transbordo de 14 metros. Mais de 12 mil pessoas foram afetadas, segundo a prefeitura da capital acreana, evidenciando o impacto social da catástrofe.
Riscos Persistentes e Perspectivas Futuras
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais considera ALTO o risco hidrológico de permanência do processo de inundação do Rio Acre e seus afluentes na Região Geográfica Intermediária de Rio Branco, indicando que a situação crítica pode se prolongar.
O decreto leva em consideração prognósticos técnicos que indicam precipitações acima da média climatológica, bem como notas técnicas do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que alertam para novas chuvas nas principais bacias do Acre.
Com o decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) passa a ser responsável por articular ações com autoridades federais, estaduais e municipais, mobilizar recursos humanos e materiais, coordenar atividades de socorro às comunidades isoladas e prestar assistência e apoio logístico aos municípios afetados. Esta situação reforça a importância do monitoramento constante e da preparação para eventos climáticos extremos, que tendem a se tornar mais frequentes em função das mudanças climáticas globais.








