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Instituto Acertar realiza pesquisa sobre enfrentamento da Covid-19 no Pará

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O Bacana News divulga mais uma pesquisa de opinião, desta vez a pesquisa realizada pelo Instituto Acertar para a Federação da agricultura e Pecuária do Pará- FAEPA sobre o enfrentamento da pandemia da Covid-19. O Instituto Acertar  ouviu via telefone  móvel e fixo, 2432 pessoas com idade a partir de 16 anos, entre os dias 29 de março e 5 de Abril em 31 municípios  do Estado nas seis mesorregiões do Pará.

Em oito dias consecutivos e com cerca de 300 entrevistas diárias a distribuição amostral obedeceu ao critério de estratificação por região, sexo e grupos de idade dos moradores de cada uma das mesorregiões, que compõem o Estado do Pará, com base em dados do IBGE. Após a pesquisa, foi aplicado um fator de ponderação para corrigir eventuais distorções em relação ao plano amostral. A pesquisa foi coordenada por Américo Canto, que é diretor de pesquisa do Instituto Acertar, e o estatístico Silvanildo Baia, inscrito no Conselho de Estatística, sob o número 7932, foi o responsável pelo plano amostral do estudo.

Dos entrevistados pela pesquisa 70,7%, responderam que têm acompanhando o movimento do governo estadual em relação as medidas adotadas, com a intenção de reduzir a disseminação / transmissão do Covid-19 e se consideram bem informados sobre tais ações. Outros 26,5% não tem acompanhado com frequência, e por isso, não estão bem informados, das ações do governo estadual e 2,9% afirmaram que estão desinformados. Para o grupo de entrevistados bem informados, as medidas de fechar escolas, bares e restaurantes, shopping e a suspensão das viagens interestaduais, têm o apoio de 88,8% dos respondentes da pesquisa, outros 6,1% disseram que essas medidas são insuficientes ou paliativas, 4,7% acredita que tais medidas são exageradas, “impedem” o ir e vir das pessoas, impossibilita de trabalhar e causa prejuízos para os trabalhadores e empresários e 0,4% não responderam ao questionamento. Aqueles que disseram estar mais ou menos informados sobre tais medidas, são principalmente os moradores das regiões (Sudeste, Sudoeste e Marajó), são pessoas jovens, parte deles trabalham por conta própria, são donas de casa e aposentados(as). Essas pessoas em sua maioria têm rendimento que alcança até um salário mínimo e com baixo nível de escolaridade.

Sobre o enfrentamento da Covid-19:

 (57,1%) dos entrevistados acreditam que sim, sendo que, 12,8%, disseram que com o isolamento social, somado as ações emergenciais, o governo está bem preparado para o momento de maior surto da pandemia, caso ocorra. Já 44,3%, acreditam que o Estado do Pará, está um pouco preparado, dentro do possível e 41,1% disseram que as medidas tomadas ainda são insuficientes, caso o surto se agrave no Estado e por isso, o Estado não está bem preparado para enfrentar a pandemia, mas está fazendo o que está ao alcance, e 1,8% não responderam ao questionamento.

A pesquisa identificou que são os moradores das regiões (sudoeste, 51,3% e nordeste 46,2%), os que estão mais pessimistas em relação ao nível de preparação do Estado, frente ao Coronavírus.

Os dados apontam declínio no índice de preocupação da população do Estado do Pará, em relação a pandemia, o que é fator negativo e pode preocupar as autoridades da área de saúde e governamental, o grupo de pouco “preocupado” atingia em média 49,8% no início do estudo e passou para 54,0%. Ainda nesse cenário, 16,5% dos respondentes da pesquisa, acreditam que o paraense esteja mais preocupado do que deveriam estar em relação a pandemia, e esse grupo é formado pelas pessoas com 45 anos a mais, parte deles são aposentados. Outros 54,0% acreditam que a população está menos preocupada do que deveria estar e por isso, se arriscam mais, mesmo tendo ciência das orientações diárias para permanecer em casa. É um público que se espalha por todas as regiões do Estado, mas tem concentração, bem expressivas na capital paraense, Belém e nas regiões (Metropolitana 62,7%, Marajó 55,3% e Baixo Amazonas 60,8%), essas pessoas estão em todas as faixas etárias de idade, com leve ascendência junto aos jovens e pessoas com até 44 anos. É o público mais disposto a sair de casa, apesar das recomendações. É um público jovem, assalariados e aqueles que trabalham por conta própria. Para 28,1%, o paraense está preocupado na medida certa e segue as orientações, estão tomando todas as precauções indicadas pelos órgãos de saúde pública, inclusive com a permanência em casa e somente saindo se for de extrema necessidade. Dos entrevistados, 1,2% não responderam ao questionamento. “É uma pandemia que pode demorar algum tempo, pelo menos até 60 dias”, arriscam no cálculo 62,4% dos entrevistados, e isso gera inúmeras preocupações na sociedade paraense, dentre elas estão o aumento no número de pessoas infectadas, a possível faltar de alimentos que compõem a cesta básica, preocupam-se com o preço dos alimentos que podem sofre aumento, como pagarão as contas que estão por vencer, o fato, de ter que permanecer em casa, está gerando ansiedade nas pessoas, e por fim, alguns declaram que estão mudando seus hábitos, em vários aspectos.

Outro dado que chama à atenção é que apesar da grande quantidade de matérias publicadas diariamente nos veículos de comunicação, a pesquisa encontrou, 18,0% de paraenses, que têm dúvidas sobre a pandemia, entretanto, afirmam a necessidade de permanecer em casa durante este período. As dúvidas estão mais presentes entre os moradores das mesorregiões do (Marajó 29,0% e Sudeste 21,7%). Tais dúvidas, se fazem mais presentes, junto as pessoas jovens de 16 a 24 anos e os mais velhos de 60 anos a mais. O estudo identificou também que são os estudantes com ensino fundamental, pessoas com baixo rendimento familiar, aposentados e pessoas que estão no mercado informal, que dizem haver muitas informações desencontradas, o que gera dúvidas, principalmente nas redes sociais e esse fato contribui para a não prevenção devida, e indicada pelos órgãos da saúde pública. Por outro lado, 81,2% responderam que estão bem informados e estão tomando as providências devidas e 0,8% são os que estão desinformados ou mal informados sobre a temática em estudo.

A pesquisa solicitou que os entrevistados respondessem como os mesmos avaliavam o desempenho do Presidente da República, Jair Bolsonaro, do Governador do Estado, Helder Barbalho e do Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, em relação a pandemia do Covid-19 e os resultados apontaram que o desempenho do Presidente da República, Jair Bolsonaro, no combate e proteção da sociedade brasileira em relação a pandemia do Covid-19, é negativo e prejudicial a sociedade, foi o que disseram 43,9% dos paraenses, sendo que – para 13,7% o desempenho do Presidente em relação ao surto e ruim e 30,0% avaliaram como péssimo. Esse público é formado principalmente por moradores das regiões (Nordeste 54,2%, Metropolitana 50,1%). Avaliaram o desempenho de Bolsonaro como regular 27,1% e 27,3% disseram que o Presidente vem demonstrando desempenho positivo, – sendo 7,9% ótimo e 19,4% de bom. Deve-se levar em consideração que antes do fechamento da pesquisa, o Presidente já havia confirmado a liberação do auxílio emergencial de R$ 600,00, para trabalhadores informais, de baixa renda, dentre outros segmentos. Quanto ao desempenho do governador do Estado, Helder Barbalho, em defesa dos paraenses quanto ao combata a pandemia Covid-19, 82,6% dos respondentes, avaliaram de forma positiva, – sendo que 41,2% disseram que está ótimo e 41,4% avaliaram como bom, outros 12,7% veem o desempenho do governador de maneira regular, 2,8% de modo negativo e 1,9% não responderam à pergunta. A avaliação positiva está homogênea, em todas as seis mesorregiões, que compõem o Estado do Pará com leve declínio nas regiões (Sudeste e Sudoeste) e a negativa, está mais concentrada no (Nordeste) do Estado. A pesquisa também procurou avaliar, o desempenho do prefeito Zenaldo Coutinho na busca de auxilio e proteção para a sociedade belenense e do total de entrevistados, 50,7% responderam que não conseguem visualizar atitudes positivas na administração municipal, além da distribuição de cesta básica para os estudantes da rede municipal. Por outro lado, 14,1% dos entrevistados belenenses, avaliam o desempenho do prefeito Zenaldo Coutinho de forma positiva, 27,0% avaliam que o desempenho está regular, está fazendo o que é possível e 8,2% não souberam ou não quiseram responder a indagação.