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Helder e Beltrame vistoriam de saúde vistoriam Hospital de Campanha em Belém

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Foto: Marco Santos / Ag.Para

Com informações da Agência Pará

O governador Helder Barbalho e o titular da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Alberto Beltrame, inspecionaram neste domingo (5), a montagem das estruturas do Hospital de Campanha no Hangar – Centro de Convenções, em Belém. A unidade é uma das quatro que estão sendo erguidas para servir de retaguarda nos casos leves e moderados de Covid-19. Os outros hospitais estão sendo construídos em Marabá, Santarém e Breves. Ao todo, 720 leitos serão instalados nesses locais.

Segundo o governador, nesta segunda-feira (6), deve ser concluída a última etapa da parte física na capital paraense, conforme o cronograma previsto. “O hospital de campanha de Belém está praticamente pronto. Amanhã será concluída toda a estrutura para que a Organização Social responsável pela gestão do hospital, possa adentrar e já iniciar o treinamento dos profissionais que aqui atuarão”, anunciou Helder Barbalho.

O secretário Alberto Beltrame informou que os passos posteriores são de preparação do ambiente. “Na próxima semana, trataremos de higienizar, equipar e preparar o espaço para o início do funcionamento. Enquanto isso, nós continuamos a trabalhar nos protocolos de encaminhamento dos fluxos de trabalho, na seleção de pessoal, enfim, todos os processos envolvidos para colocar em funcionamento um hospital de campanha”, afirmou Beltrame.

Municípios – O governador também apresentou o status de montagem nas outras unidades do interior do Pará. Ele informou que hoje começou a construção em Marabá, com a chegada das estruturas e equipamentos, que garantirão 120 leitos na unidade do Centro de Convenções. O espaço conta com uma área de 4 mil metros quadrados, para atender 39 municípios das regiões Sul e Sudeste.

Já em Breves, no Marajó, a cobertura e o piso já foram instalados no Estádio Muncipal. Nesta segunda-feira, devem chegar mais materiais e a previsão é que esteja pronto durante a semana. Serão 60 leitos espalhados em uma área de 1,6 mil metros quadrados. O atendimento será garantido para parte dos moradores da Ilha do Marajó, cerca de 300 mil pessoas. Os demais serão atendidos em Belém. 

Em uma área de 3,6 mil metros quadrados do espaço Pérola do Tapajós, serão disponibilizados 120 leitos em Santarém. “Em face a logística, a previsão é que hoje ainda cheguem as estruturas para, rapidamente, serem montadas. Lembrando que o espaço Pérola foi todo higienizado e estamos fazendo também as adequações para que lá esteja rapidamente implementado o hospital de campanha e, com isso, os 720 leitos contratados pelo Governo do Estado estejam à disposição da nossa população para que possamos proteger o Pará”, frisou o governador.

Retaguarda – Os hospitais de campanha construídos exclusivamente para o atendimento de casos de Covid-19 não serão ‘porta-aberta’ e apoiarão os hospitais de referência definidos pelo Governo do Estado. Enquanto estão sendo erguidos, o secretário de saúde já orienta como a população deverá agir de acordo com a apresentação de sintomas.

“Não é um pronto-socorro, um pronto atendimento, as pessoas não devem procurar diretamente o hospital de campanha. Se tiverem sintomas muito leves, moderados, fiquem em casa. Aqueles que tiverem tosse ou febre devem procurar a Unidade Básica de Saúde. Se tiverem sintomas mais graves, como falta de ar, por exemplo, devem procurar uma unidade de pronto-atendimento ou pronto-socorro”, reforçou o titular da Sespa.

Dependendo do estado de saúde dos pacientes, eles serão encaminhados para um hospital de referência em casos de necessidade de internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ou para o hospital de campanha. 

Entretanto, para que a estratégia e todos os esforços do Governo do Estado ao combate à doença sejam eficazes, Alberto Beltrame, novamente chamou atenção para a colaboração da população durante a pandemia, sobretudo, no que se refere ao distanciamento social. “O número de casos está aumentando bastante. Já deu um salto no dia de ontem e nós não queremos ter uma quantidade enorme de casos. Então, a mensagem essencial é: ‘fique na sua casa, só saia se absolutamente necessário’”, frisou o secretário.