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Helder Barbalho contrapõe discurso de Bolsonaro e pede para que paraenses fiquem em casa: ‘bom senso’

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Foto: Bruno Cecim / Ag.Pará

Por G1 Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho, se manifestou a respeito do pronunciamento do presidente da república Jair Bolsonaro, na noite desta terça-feira (24). No discurso transmitido para todo o país, Bolsonaro criticou prefeitos e governadores que fecharam estabelecimentos comerciais para a prevenção ao coronavírus e defendeu que a escolas fossem reabertas.

O isolamento social é a medida de contenção à pandemia defendida pela Organização Mundial de Saúde e adotada em diversos países atingidos pela doença. No Pará, aulas presenciais foram suspensas e estão sendo transmitidas pela TV e redes sociais. Bares, casas noturnas, restaurantes e similares foram fechados, e eventos públicos estão vetados. Há medidas ainda de restrição de transporte interestadual de passageiros e suspensão de voos internacionais. O estado tem cinco casos confirmados do novo coronavírus.

Pelas redes sociais, Helder Barbalho declarou que o busca, desde o início, as orientações dos técnicos, dos médicos, das autoridades e também dos países que já passaram pelo pior da crise.

“O caminho que o Governo do Pará buscou foi o do bom senso, o do equilíbrio. […] Todo o nosso objetivo é aliviar o sistema de saúde para que as pessoas que eventualmente fiquem doentes possam ser tratadas. Por isso, suspendemos, temporariamente, as aulas, festas, o comércio e os bares. Com menos gente circulando, o vírus circula menos e a gente não tem uma multidão batendo nas portas dos hospitais ao mesmo tempo. Este é o objetivo”.

Em coletiva realizada virtualmente nesta terça-feira (24), o governador anunciou a construção de quatro hospitais de campanha, que vão abrir mais 720 leitos voltados para o atendimento de doentes do Covid-19.

“São todas ações de emergência. Para evitar a saturação nos serviços de saúde pública do Estado. Também anunciei medidas de apoio à economia, com empréstimos do Banpará, suspensão de corte de energia e água, diminuição de ICMS para insumos necessários no combate à pandemia”.

Ajuda federal

Helder afirmou a parceria com a área da saúde do Governo Federal é funcional e “está andando bem”. Frisou ainda que espera conseguir apoio também na área da economia. “Porque o Governo Federal tem instrumentos de ação, mas as propostas até agora são tímidas”.

“O país tem instrumentos para permitir que pelo menos 100 milhões de brasileiros enfrentem minimamente esta crise, com propostas como a do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que defende o pagamento de um abono de emergência. Os Estados também precisam de auxílio. Temos que agir com celeridade, no sentido de enfrentar o nosso único inimigo: o vírus e suas consequências para a saúde e para a economia”, destacou.