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Ficamos menos sorridentes

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Foto: divulgação

Que ano foi esse que passou? Que ano é esse que acabou de começar?
No meio do caos, entre aflições e desespero.
Entre notícias de mortes, perda de amigos, de parentes.
No meio do pânico, das informações desencontradas, do cativeiro involuntário em casa.
Cercados de dor, aflição, em lágrimas, com corações palpitantes e doidos.
Sem saber do amanhã, sem ter o abraço e o beijo de quem amamos. Longe de tanta gente que nos é tão cara.
Desesperados ao ouvir um espirro.
Perdidos entre remédios falsos, falácias e desrespeito com a vida.
Descobrindo que não era uma gripezinha, como seria bom se fosse.
Aflitos pela aprovação de uma vacina.
Contando os mortos que aumentam a cada dia, e ainda não acreditamos….
Sem mais repertório para orações e preces.
Tínhamos nós, paraenses, poucas alegrias.
Raras.
E elas parece que vinham quando necessitávamos.
Em gravações seja de áudio ou de vídeo, seja chegando pelo zap ou pelas redes sociais.
Ele vinha e nos enchia de alegria, nós os paraenses.
O homem da lei, um juiz se transformava em um doce e alegre personagem que trazia o jeito mais simples do paraense ser, de forma divertida, engraçada, até lúdica.
A a gente esquecia por minutos toda essa aflição para sorrir e repartir com todos o que de graça ele nos dava, flash’s de alegria.
Epaminondas Gustavo era o nome dele. Sim, dele sim. Porque poucas vezes alguém se apropriou tanto de um personagem, poucas vezes acreditamos tanto que o personagem era real, como o juiz nos fez crer.
Ah, quanta alegria ele nos trouxe.
Nos lembrou o homem simples dessa bela terra, nos trouxe orgulho de ser o que somos. Resgatou um jeito de ser.
Paraenssismo puro. E ainda por cima hilário.
Epaminondas Gustavo nos fez chorar de rir em vida.
Hoje choramos de tristeza por sua partida.
Tchau su mano!
Beijos.

Marcelo Marques