Eleições em Portugal: País Decide Próximo Presidente em Segunda Volta Histórica
Introdução: Um Momento Decisivo para a Democracia Portuguesa
As eleições presidenciais portuguesas de 2026 tiveram lugar na primeira volta a 18 de janeiro de 2026, com uma segunda volta marcada para 8 de fevereiro de 2026, marcando um capítulo significativo na história política do país. Nestas eleições será escolhido o Presidente da República que irá suceder ao atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que cumpre o seu segundo mandato no período 2021–2026, estando constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato consecutivo. A importância destas eleições transcende o aspecto meramente eleitoral, representando uma oportunidade para mais de 11 milhões de eleitores definirem o rumo político do país para os próximos cinco anos.
Resultados da Primeira Volta e Candidatos à Segunda Volta
António José Seguro e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das presidenciais, em 08 de fevereiro, segundo os resultados provisórios das eleições de domingo. De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral, António José Seguro obteve 31,11% dos votos e André Ventura chegou aos 23,52%. Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, à frente de Gouveia e Melo e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD.
Uma Segunda Volta Rara na História Portuguesa
Será apenas a segunda vez em que a eleição para o Presidente da República Portuguesa terá uma segunda volta. Antes destas eleições, só uma vez se realizou um segundo sufrágio numas eleições presidenciais, em 1986, uma disputa em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral. Este facto sublinha a natureza excepcional do momento político que Portugal atravessa.
O Significado e as Perspetivas Futuras
Esta disputa eleitoral reflete as divisões e transformações que caracterizam a sociedade portuguesa contemporânea. O confronto entre António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, líder do Chega, representa duas visões distintas para o futuro do país. Em Portugal o presidente atua como chefe de Estado com funções principalmente cerimoniais, embora tenha alguma influência política e possa dissolver o Parlamento durante uma crise. A decisão final dos portugueses na segunda volta de 8 de fevereiro será crucial para determinar qual dessas visões prevalecerá e moldará o cenário político português até 2031.









