segunda-feira, janeiro 19

Eleições em Honduras 2025: Disputa Presidencial Acirrada Gera Tensão no País Centro-Americano

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Importância e Relevância das Eleições Hondurenhas

As eleições gerais realizadas em Honduras no dia 30 de novembro de 2025 representam um momento crucial para a democracia centro-americana. Com a escolha do presidente, membros do Congresso Nacional e representantes do Parlamento Centro-Americano, o pleito determina o futuro político de um país marcado pela pobreza, violência e instabilidade institucional. A nação encontra-se em suspense, assolada pela violência do narcotráfico, das gangues e da corrupção, tornando este processo eleitoral fundamental para os próximos quatro anos.

Cenário Eleitoral Conturbado e Denúncias de Fraude

Quatro dias após as eleições, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) continua sem proclamar o ganador da presidência, em meio a uma contienda extremamente ajustada entre Salvador Nasralla, do Partido Liberal, e Nasry “Tito” Asfura, do Partido Nacional, respaldado por Donald Trump. A apuração tem sido marcada por problemas técnicos persistentes. Nasry Asfura voltou a liderar a corrida com 1.083.461 votos (40,06%), seguido por Salvador Nasralla com 1.075.036 votos (39,75%), configurando um empate técnico histórico.

O anúncio surgiu após dias de preocupação e ceticismo com o processo eleitoral devido a denúncias de fraude e interrupções injustificadas da transmissão do CNE. Um oficial do CNE criticou o processo eleitoral pelos problemas com o sistema de publicação de votos, alegada compra de votos e intimidação, além da “vulgar intervenção estrangeira”, afirmando que talvez seja “a eleição menos transparente da história democrática” de Honduras.

Interferência Internacional e Contexto Político

A corrida presidencial foi significativamente influenciada pela interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump tentou influenciar a eleição em favor de Nasry Asfura, alertando que a ajuda financeira dos EUA a Honduras poderia ser suspensa se seu candidato preferido não vencesse. Como parte desta estratégia, Trump prometeu perdoar o ex-presidente Juan Orlando Hernández, membro do Partido Nacional cumprindo pena de 45 anos por tráfico de drogas, que foi libertado da prisão em 2 de dezembro de 2025.

Rixi Moncada, do partido governista de esquerda LIBRE, ficou bem atrás, em terceiro lugar, com 19,09%, representando uma derrota significativa para o governo de Xiomara Castro.

Conclusões e Significado para os Leitores

A lentidão na apuração e as denúncias de irregularidades colocam em xeque a credibilidade democrática hondurenha. O CNE prometeu resultados “definitivos e legítimos”, informando que a contagem agora é manual, e a declaração do vencedor pode demorar dias. Este processo eleitoral conturbado reflete desafios maiores enfrentados por Honduras: fragilidade institucional, pobreza endêmica e influência externa. Independentemente do resultado final, as eleições de 2025 ficarão marcadas como um teste crucial para a democracia hondurenha, com implicações diretas para a estabilidade regional e as relações internacionais na América Central.

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