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Documentário sobre o Lago de Tucuruí é selecionado para o Festival de Berlim

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Foto: Divulgação

Por Contraponto, com informações do OLiberal.com

A história da construção da Hidrelétrica de Tucuruí, na década de 80 do século XX e os impactos sobre a vida da população ribeirinha do rio Tocantins a partir da formação do Lago, serão vistos no Festival Internacional de Berlim. Estes são os temas de “O Reflexo do Lago”, longa-metragem do cineasta paraense Fernando Segtowick , que participará da 70ª edição do conceituado festival. O filme é feito por Zé Adão, da Floresta Vídeo.

A estreia mundial do longa será no dia 24 de fevereiro, às 17 horas, no Festival de Berlim. O festival acontece entre os dias 20 de fevereiro a 1º de março. 

São 72 minutos, em preto e branco, que registram como vivem os moradores do arquipélago do rio Caraipé, no reservatório da hidrelétrica de Tucuruí, 35 anos após a construção da barragem. Em seus relatos, os moradores falam sobre os ciclos econômicos de pesca e de castanha-do-pará que foram prejudicados pelo empreendimento, de árvores que morreram submersas e de como é viver sem energia elétrica morando ao lado da hidrelétrica, entre outros temas.

O longa é baseado no livro “O Lago do Esquecimento”, da fotógrafa Paula Sampaio, e nas pesquisas de Edilene Santos Portilho, que nasceu em Caraipé. Edilene é graduada em Licenciatura em Ciências Agrícolas e mestre em Educação Agrícola pela UFRJ e doutora em Educação pela UFF.

A notícia foi recebida com festa entre os críticos e cinéfilos. “Acredito que seja o primeiro paraense. É raro isso. Tem que ser festejado”, disse Marco Antônio Moreira, da Associação de Críticos de Cinema do Pará, ao jornal O Liberal.

Esse primeiro é uma série ficcional de 5 episódios e o outro um longa de 80 minutos produzidos pela Floresta Cine Video. Já foram exibidos no grupo Globosat e na TV Cultura e irá pra plataforma Amazon Prime.