Início DESTAQUE Dia Internacional da Mulher é marcado por manifestações ao redor do mundo

Dia Internacional da Mulher é marcado por manifestações ao redor do mundo

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8 de Março, dia Internacional da Mulher.

Vamos comemorar!

Ganhar flores e bombons e ser dispensada dos afazeres domésticos, pelo menos por hoje…

NÃO!

Não é esse o intuito desse dia! Ao ser criado, oficialmente em 1910, não se pretendia apenas comemorar a beleza de ser mulher e receber parabéns, como se fosse um aniversário ou o dia das mães.

Somente em 1975, durante o Ano Internacional da Mulher que a ONU passou a celebrar esse dia.

Esse é um dia de luta, por igualdade e valorização.

Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher.

Muito foi conquistado desde que trabalhadoras de uma indústria têxtil de Nova Iorque (no ano de 1857, quando tudo começou), fizeram greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres, mas ainda há muito que se fazer.

Ainda sofrem com salários baixos, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Todo esse tempo que passou não foi suficiente para mudar a lista de reivindicações, que ainda busca o aborto legal, seguro e gratuito, o fim do assédio moral e sexual e o fim da violência doméstica.

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Lembrando disso, mulheres de vários países organizaram manifestações e greves para o dia de hoje. 30 países se mobilizam hoje pela causa: Austrália, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, República Checa, Equador, Inglaterra, França, Alemanha, Guatemala, Honduras, Islândia, Irlanda do Norte, Irlanda, Israel, Itália, México, Nicarágua, Peru, Polônia, Rússia, El Salvador, Escócia, Coreia do Sul, Suécia, Togo, Turquia, Uruguai e EUA confirmaram a convocatória que tem o objetivo de deixar escritórios, lojas, fábricas ou qualquer trabalho sem a presença do sexo feminino para protestar contra as desigualdades e a violência de gênero.

No Brasil, o movimento traz a bandeira da mobilização argentina Ni Una a Menos, e critica a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer, que iguala o tempo de contribuição entre homens e mulheres, ignorando o fato de que mulheres fazem dupla jornada de trabalho e cumprem em média 3 horas a mais de serviço do que homens. Aliás, essa é uma das ideias da greve, tornar visível o trabalho doméstico: um trabalho invisibilizado, não valorizado e não remunerado.

Outro tema levantado nas manifestações é a violência contra a mulher.  A cada duas horas, uma mulher é morta no Brasil. A violência contra as mulheres representa 14% dos casos atendidos pela Polícia Militar no carnaval deste ano por exemplo. O país está em quinto lugar no ranking de maior taxa de feminicídios no mundo.

Em março de 2015 foi sancionada a Lei do Feminicídio, classificando como crime hediondo e com agravantes de violência doméstica e familiar.

São mais de 60 cidades e 22 capitais que já aderiram ao protesto, com total autonomia para definir suas pautas, horários e se vão aderir ou não a greve, já que no nosso país, o movimento feminista não é tão coeso como em outros países.

O importante é não esquecer e nem deixar que esqueçam a importância dessa data. 

Se informe sobre as manifestações em sua cidade e participe!