terça-feira, janeiro 20

De estudante a suspeita: a história de Beatriz Montibeller e sua prisão por crimes financeiros

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Prisão de influenciadora digital revela conexão com crime organizado

Beatriz Leão Montibeller Borges, estudante de veterinária de 25 anos, foi presa na última sexta-feira (29 de agosto de 2025) em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Ela estava foragida desde março, quando a Justiça do Paraná emitiu um mandado de prisão contra ela.

Perfil e Histórico

Natural de Bagé, Rio Grande do Sul, e residente em Curitiba, Beatriz é estudante de medicina veterinária e mantinha presença ativa nas redes sociais, onde acumulou cerca de 15 mil seguidores.

Registros oficiais mostram que ela é proprietária de três empresas, sendo uma dedicada a atividades de intermediação e agenciamento de serviços, outra ao comércio varejista de vestuário e acessórios, e uma terceira focada na realização de eventos festivos.

Acusações e Investigação

A jovem é acusada de integrar e gerenciar a área financeira de uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná. Segundo a Polícia Civil, sua vida de luxo era financiada pelo tráfico de drogas e pelo relacionamento com um dos líderes da facção. As investigações indicam que ela não era apenas namorada, mas tinha papel fundamental dentro do grupo, decidindo gastos, controlando contas bancárias e usando laranjas para movimentar dinheiro ilícito.

Desdobramentos

Após sua prisão, Beatriz foi encaminhada ao sistema penitenciário do Rio e deverá ser transferida para o Paraná nos próximos dias, onde prestará depoimento. A polícia espera que ela ajude a esclarecer o funcionamento da rede financeira do PCC e revele novos nomes ligados ao esquema criminoso.

As autoridades investigam se as empresas registradas em seu nome, incluindo a casa de festas e o comércio de roupas, podem ter sido utilizadas para lavagem de dinheiro do tráfico.

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