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Covid: 1/4 dos pacientes intubados morre por sequelas após alta hospitalar

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Foto: Felipe Dana/AP

Um em cada quatro pacientes graves de Covid-19 que foram intubados acaba morrendo, no período de seis meses após a alta hospitalar. Entre os internados que não precisaram de ventilação mecânica, a taxa de mortalidade é de 2%. Os resultados preliminares são do estudo Coalizão.

Esse estudo é conduzido por oito hospitais de excelência do Brasil e institutos de pesquisa, que avalia a qualidade de vida e os desfechos de sobreviventes de hospitalizações por Covid-19. Os participantes são pacientes internados nessas instituições. São monitorados por ligações telefônicas a cada três, seis, nove e 12 meses após a alta hospitalar.

Os pesquisadores investigam, por exemplo, se eles foram reinternados por alguma razão, se sofreram eventos cardiovasculares e falta de ar e se voltaram ao trabalho e às atividades habituais. Os dados já disponíveis mostram que, no período de seis meses, a taxa de nova hospitalização geral desses pacientes foi de 17%.

Entre os intubados na primeira internação por Covid, 40% tiveram que ser reinternados. Embora a intubação esteja associada a uma maior taxa de mortalidade e complicações na internação e após a alta, é a gravidade da doença, e não o procedimento em si, a responsável pelos desfechos ruins.

O estudo Coalizão ainda está compilando as causas das mortes e das reinternações dos sequelados pela Covid, mas os dados preliminares já servem de alerta para a importância do acompanhamento desses pacientes após a alta.