Início BLOG DO BACANA Como usar a raiva para o bem

Como usar a raiva para o bem

Compartilhar

Foto: Divulgação

Por Lana Mota, UNAMA

Expressões de raiva são socialmente mais bem aceitas que as de tristeza durante o processo de emagrecimento

É cada vez mais comum nos depararmos com pessoas postando nas redes sociais a seguinte frase, “Hoje treinei na força do ódio”, mas será que o ódio é mesmo um motivador no incentivo de treinamento durante os exercícios físicos? Ele tem a capacidade de potencializar resultados positivos? Autores como Dantas (2016) e Fleck (2017) ressaltam em trabalhos científicos este componente motivacional como um importante aliado para a obtenção de bons resultados estéticos e saudáveis.

O docente do curso de Educação Física da UNAMA – Centro Universitário da Amazônia, Lucas Maciel frisa que, tudo aquilo que dá ânimo para treinar, pode, de fato, ajudar no processo, além de outros benefícios relacionados à capacidade motora. Influenciando, assim, no emagrecimento ou ganho de massa muscular.

“É importante que saibamos que a ciência, em trabalhos como do autor Ballone (2006), tende a relacionar o ódio à doenças, em especial de ordem cardiocirculatórias, porém, admite que ele, em sua expressão de raiva, pode ser um fator motivador que aumenta o rendimento físico, principalmente quando relacionado ao combate, sendo, hoje, o treinamento de lutas uma possibilidade muito procurada”, destaca.

O professor também ressalta que outro ponto interessante é a relação incontornável de ódio e sofrimento, o que nos lembra a frase “no pain, no gain” (em português, “sem dor, sem ganho”), pensamento muito difundido especialmente entre aqueles que procuram o ganho de massa muscular. Estas expressões de raiva são socialmente mais bem aceitas que as de tristeza ou sofrimento, o que remete à linguagem corporal mais comum entre os indivíduos que treinam nesta filosofia de relação direta entre dor e resultado, pois a raiva seria potencializadora e a tristeza desmotivadora.

Muitos praticantes de atividades físicas afirmam sentir esse benefício positivo da “força do ódio”. O que se deve entender é que o ódio é um poderoso motivador, tanto pessoal quanto social, porém, se relaciona com o surgimento de doenças. Logo, o treinamento deve ser uma forma de extravasar esse ódio, usando-o como elemento impulsionador, mas que se consome, acaba e não se leva para casa.