Carlos Lupi sai do Ministério da Previdência: entenda o caso que levou à sua demissão

Saída do Ministério após Operação da PF
Carlos Lupi, que esteve à frente do Ministério da Previdência entre janeiro de 2023 e maio de 2025, deixou o cargo 15 dias após uma operação da Polícia Federal que revelou um esquema de descontos do INSS, do qual ele negou qualquer responsabilidade.
O Escândalo do INSS
O escândalo foi revelado inicialmente em dezembro de 2023. Três meses depois, descobriu-se que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia atingido R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações enfrentavam milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As investigações levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal e abasteceram apurações da Controladoria-Geral da União (CGU), culminando na Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril de 2025.
Posicionamento e Legado
Em sua defesa, Lupi afirmou que seu nome não foi citado nas investigações em curso e destacou que todas as apurações foram apoiadas desde o início por todas as áreas da Previdência, por ele próprio e pelos órgãos de controle do governo Lula. Ele manifestou esperança de que as investigações identifiquem os responsáveis e punam aqueles que prejudicaram o povo trabalhador.
Durante sua gestão, o ministério foi responsável por mais de 40 milhões de beneficiários previdenciários, com investimentos mensais de R$ 67 bilhões na economia. A previdência atende também pessoas sem condições de contribuir, com 23% do valor pago retornando aos cofres públicos através de impostos indiretos.
Sucessão no Ministério
O presidente Lula nomeou Wolney Queiroz, ex-deputado pelo PDT-PE e então secretário-executivo da pasta, para substituir Lupi no comando do ministério.









