segunda-feira, janeiro 19

BRICS em 2025: Como a Expansão do Bloco Está Remodelando a Ordem Mundial

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A Nova Era do BRICS

O BRICS, inicialmente estabelecido em 2009, foi fundado com a premissa de que as instituições internacionais eram excessivamente dominadas por potências ocidentais e haviam deixado de servir aos países em desenvolvimento. O grupo inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, além dos novos membros.

Em uma notável expansão, Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos se juntaram em 1º de janeiro de 2024, seguidos pela Indonésia em janeiro de 2025. A Arábia Saudita completou sua adesão em julho de 2025, elevando o total para onze membros plenos.

Impacto Econômico e Geopolítico

O bloco agora representa mais de 41% do PIB mundial (PPP) e se estabeleceu como uma potência econômica, reunindo os principais produtores de commodities essenciais como petróleo, gás, grãos, carne e minerais.

Ao expandir sua composição, o BRICS está se posicionando como uma alternativa mais inclusiva e poderosa às instituições financeiras lideradas pelo Ocidente. Os países membros têm demonstrado crescente interesse em reduzir a dependência do dólar americano, explorar sistemas de pagamento alternativos e fortalecer as relações comerciais dentro do bloco.

Liderança Brasileira em 2025

Sob a presidência brasileira em 2025, o lema é “Fortalecimento da cooperação no ‘Sul Global’ para uma governança mais inclusiva e sustentável”. O ponto alto será a cúpula do BRICS em Rio de Janeiro, programada para 6-7 de julho, com foco em reformas da governança global e cooperação entre a comunidade do Sul Global.

Perspectivas Futuras

Atualmente, 32 países manifestaram interesse em se juntar ao grupo, com 23 já tendo apresentado candidaturas formais. Entre os analistas, o significado da expansão do BRICS permanece um tema de debate, embora o “BRICS+” tenha potencial para se tornar uma força geopolítica e geoeconômica importante.

A inclusão de mais membros aumenta a heterogeneidade e complica o processo decisório. Todas as decisões ainda são tomadas por consenso entre os membros permanentes, e por essa razão, o Brasil tem buscado debater a estrutura institucional do grupo.

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