Brasil e Bolívia iniciam nova era de cooperação bilateral com acordos históricos em 2025

Fortalecimento das Relações Bilaterais
Em um encontro histórico em Santa Cruz de la Sierra, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Luis Arce discutiram a expansão das relações bilaterais e cooperação para fomentar o desenvolvimento econômico mútuo através da integração física e energética.
Um dos principais acordos firmados entre Brasil e Bolívia visa fortalecer as operações de fronteira para combater o tráfico de drogas e pessoas. A importância dessa cooperação é ainda mais significativa considerando que o Brasil compartilha com a Bolívia sua maior fronteira, com 3.423 km de extensão.
Cooperação Energética e Econômica
Durante o encontro, os chefes de Estado discutiram a possibilidade de expandir investimentos em gás natural e aumentar o volume exportado para o mercado brasileiro. O Brasil também busca fortalecer a implementação de uma fábrica de nitrogênio entre Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e Puerto Quijarro, para produção de fertilizantes.
Integração Física e Infraestrutura
O engajamento boliviano é fundamental para completar o conjunto de rotas que o Brasil denominou Quadrante Rondón. Com a construção da ponte binacional sobre o Rio Mamoré, o transporte de mercadorias será mais barato, beneficiando particularmente os estados de Beni e Pando (na Bolívia) e Rondônia e Acre (no Brasil). O Brasil também propôs melhorias na navegabilidade do canal Tamengo e do Rio Paraguai para facilitar a conexão entre os países.
Perspectivas Futuras
Como destacado pelos líderes, a integração não é mais apenas retórica para discursos de campanha eleitoral, mas uma necessidade para a sobrevivência dos países sul-americanos. O líder brasileiro enfatizou que a transição energética representa uma janela de oportunidade para Brasil, Bolívia e outros países sul-americanos, destacando que, embora não possuam a riqueza tecnológica de outros países, têm os recursos naturais que o mundo necessita, incluindo produção de alimentos, minerais críticos, hidrogênio verde, energia eólica, solar, biomassa e biocombustíveis.









