segunda-feira, janeiro 19

Brasil e Bolívia iniciam nova era de cooperação bilateral com acordos históricos em 2025

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Fortalecimento das Relações Bilaterais

Em um encontro histórico em Santa Cruz de la Sierra, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Luis Arce discutiram a expansão das relações bilaterais e cooperação para fomentar o desenvolvimento econômico mútuo através da integração física e energética.

Um dos principais acordos firmados entre Brasil e Bolívia visa fortalecer as operações de fronteira para combater o tráfico de drogas e pessoas. A importância dessa cooperação é ainda mais significativa considerando que o Brasil compartilha com a Bolívia sua maior fronteira, com 3.423 km de extensão.

Cooperação Energética e Econômica

Durante o encontro, os chefes de Estado discutiram a possibilidade de expandir investimentos em gás natural e aumentar o volume exportado para o mercado brasileiro. O Brasil também busca fortalecer a implementação de uma fábrica de nitrogênio entre Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e Puerto Quijarro, para produção de fertilizantes.

Integração Física e Infraestrutura

O engajamento boliviano é fundamental para completar o conjunto de rotas que o Brasil denominou Quadrante Rondón. Com a construção da ponte binacional sobre o Rio Mamoré, o transporte de mercadorias será mais barato, beneficiando particularmente os estados de Beni e Pando (na Bolívia) e Rondônia e Acre (no Brasil). O Brasil também propôs melhorias na navegabilidade do canal Tamengo e do Rio Paraguai para facilitar a conexão entre os países.

Perspectivas Futuras

Como destacado pelos líderes, a integração não é mais apenas retórica para discursos de campanha eleitoral, mas uma necessidade para a sobrevivência dos países sul-americanos. O líder brasileiro enfatizou que a transição energética representa uma janela de oportunidade para Brasil, Bolívia e outros países sul-americanos, destacando que, embora não possuam a riqueza tecnológica de outros países, têm os recursos naturais que o mundo necessita, incluindo produção de alimentos, minerais críticos, hidrogênio verde, energia eólica, solar, biomassa e biocombustíveis.

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