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Agrobrazil encerra 4ª edição com visita a parque tecnológico

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Após três dias de programação, a 4ª edição do Programa de Intercâmbio AgroBrazil chegou ao fim. A última visita foi na quinta (29) no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), em Belém (PA).

A iniciativa, promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), levou adidos agrícolas e representantes de oito países – Hungria, Tailândia, Malásia, Vietnã, China, Estados Unidos, França e Myanmar – para conhecer a produção agrícola e pecuária paraense.

Criado em 2010, o PCT Guamá é o primeiro parque tecnológico a entrar em operação na Amazônia. “O parque é um diferencial de conhecimento e inovação para a economia local. O objetivo é estimular a pesquisa aplicada e o empreendedorismo inovador”, afirmou o diretor administrativo financeiro, Márcio Roberto.

A delegação visitou os laboratórios de estudo e extração de óleos vegetais e derivados e o Centro de Valorização de Compostos Bioativos da Amazônia (CVACBA), ambos ligados à Universidade Federal do Pará (UFPA).

“Nossos laboratórios estão habilitados a atender a demanda crescente. Temos pesquisas na área de biotecnologia, onde aspectos e produtos derivados da cadeia produtiva de frutas, como açaí e cacau são trabalhados”.

A comitiva também conheceu o Ver-o-Fruto, startup residente no coworking do PCT Guamá, que trabalha com a produção de carvão ativado a partir de resíduos da agroindústria.

Depois de uma semana de programação, a assessora técnica da Superintendência de Relações Internacionais da CNA, Layanne Vasconcellos, acredita que os adidos agrícolas agora terão uma visão real da produção agropecuária brasileira.

“Eles tiveram a oportunidade de ver in loco como tudo é produzido, principalmente as dificuldades com logística, onde o barco e o avião têm papel fundamental no deslocamento. Ouvi de muitos deles que o Brasil realmente se destaca na produção agrícola e na preservação”.

Segundo ela, o Pará se difere das outras regiões visitadas pelo AgroBrazil devido ao desafio logístico de exportar os produtos e à preservação ambiental, uma vez que na região Amazônica, o produtor rural tem a obrigação de preservar 80% da propriedade.

“Aqui há uma produção extrativista em locais de difícil acesso. Essa edição também foi importante para que os adidos vissem como os paraenses produzem frutas, como o cacau, açaí, no mesmo espaço”, disse Layanne.

A primeira secretária na Embaixada da Tailândia no Brasil, Phitchanan Panadamrong, participou da 3ª edição do Programa e afirmou que a região Norte é diferente das outras, mas é similar ao seu país.

“Nós visitamos uma fazenda produtora de palma e foi uma experiência incrível, pois a Tailândia e o Brasil se destacam por seus produtos. Também vimos a produção de cacau e de chocolates orgânicos e foi muito interessante, porque quando falamos em chocolate, pensamos só na Europa, mas no Brasil tem muitos produtos, inclusive o chocolate”.