Um acidente na BR-116, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, terminou com a morte de um casal e da filha de 1 ano. A colisão envolveu um carro e um caminhão na altura do km 233 da rodovia, no sentido Interior–Capital, e mobilizou equipes de atendimento e perícia no local.
As vítimas foram identificadas como Débora Juliana Marques e Neila Patrícia Gomes de Medina. A bebê chegou a ser socorrida com vida, levada ao Hospital de Novo Hamburgo e depois transferida para o Hospital de Pronto Socorro, em Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos. A morte da criança foi confirmada por um familiar e pela Funerária Jardim da Memória.
Como ocorreu a colisão
Imagens da câmera do caminhão mostram o momento do impacto. Segundo o registro, o carro onde estava a família fez uma ultrapassagem em trecho de faixa contínua e acabou invadindo a direção contrária. O delegado Alexandre Quintão informou que o veículo das vítimas avançou na contramão para entrar para dentro do bairro Roselândia, enquanto o caminhão seguia na via normal e não conseguiu desviar a tempo.
A Polícia Rodoviária Federal informou que o acidente ocorreu na altura do km 233 da BR-116. Em uma das apurações, o Honda HR-V em que a família estava tinha placas de São Leopoldo. A Polícia Civil ainda aguarda o resultado da perícia para esclarecer a dinâmica da colisão.
Atendimento no local
Equipes da PRF, do Samu e do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência. Após a colisão, o motorista do caminhão foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento e passou por teste de bafômetro, que deu negativo para consumo de álcool. Ele foi liberado em seguida.
O local passou por perícia para apurar as circunstâncias do acidente. As informações divulgadas indicam que a ocorrência foi registrada na quinta-feira (14), em Novo Hamburgo. O atendimento também envolveu o traslado da bebê, que foi levada inicialmente ao Hospital de Novo Hamburgo e, depois, ao HPS, em Porto Alegre.
Quem eram as vítimas
As duas mulheres tinham 39 anos e eram naturais de Novo Hamburgo e São Leopoldo. Juntas, administravam um espaço de festas chamado Délle, nome formado a partir dos apelidos de Débora e Neila. A empresa atuava com eventos, principalmente aniversários infantis, e tinha sede nas duas cidades.
Nas informações divulgadas sobre as vítimas, elas foram descritas como mães dedicadas. O espaço de festas também informou que entraria em contato com clientes com eventos agendados nos dias seguintes, em meio ao luto pela morte das proprietárias e da criança.
O velório coletivo de mãe e filha seria realizado na Capela Ecumênica da Funerária Jardim da Memória, em Novo Hamburgo, embora o horário da cerimônia não tivesse sido divulgado. O caso chamou atenção pela sequência de desfechos graves e pela mobilização das equipes de emergência na BR-116.