terça-feira, janeiro 20

Putin intensifica ameaças contra presença militar ocidental na Ucrânia em meio a negociações de paz

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Tensões Escalaram após Declarações de Putin

O presidente russo Vladimir Putin fez uma declaração contundente na sexta-feira, afirmando que quaisquer tropas estrangeiras enviadas à Ucrânia serão consideradas alvos, em uma clara repreensão às discussões em andamento entre EUA e Europa sobre o fornecimento de forças para garantir um futuro acordo de paz.

A advertência de Putin veio um dia após dezenas de nações se comprometerem a enviar tropas ao país devastado pela guerra como garantia de segurança, caso um acordo de paz seja alcançado. Uma cúpula da ‘coalizão dos dispostos’ na quinta-feira viu 26 estados concordarem em fornecer forças para dissuadir a Rússia de nova agressão.

Situação Econômica e Negociações

Putin tem motivos para buscar uma saída diplomática. Nas últimas semanas, surgiram sinais de que a economia russa, limitada por sanções e esgotada pela guerra, está em um ponto de inflexão. Pela primeira vez desde o início do conflito, a atividade econômica não militar está se contraindo, os banqueiros estão fazendo planos para enfrentar uma crise financeira, e as empresas de energia estão preocupadas com a possível perda de seu maior cliente para exportações de petróleo por via marítima.

Perspectivas de Paz

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, junto com seu homólogo francês Emmanuel Macron, anunciou que 26 estados europeus, parte da chamada Coalizão dos Dispostos, estavam preparados para oferecer garantias de segurança à Ucrânia em uma capacidade pós-guerra após qualquer potencial acordo de paz. Os parceiros europeus não sugeriram o envio de tropas de combate à Ucrânia durante a guerra em curso, mas sim o envio de uma força internacional de paz apenas após um possível cessar-fogo ou acordo de paz.

No entanto, o presidente russo expressou dúvidas sobre essa possibilidade, afirmando que será ‘praticamente impossível’ chegar a um acordo sobre questões-chave com a Ucrânia para encerrar a invasão em larga escala do Kremlin, atualmente em seu quarto ano.

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