WeWork Ressurge das Cinzas: Como a Gigante do Coworking se Reinventou Após a Falência

A Nova Era do WeWork
A WeWork, que recebeu aprovação judicial para seu plano de reestruturação, emergiu do Capítulo 11 com um balanço patrimonial limpo após reduzir US$ 4 bilhões em dívidas e cortar contratos de locação não lucrativos.
Em uma notável virada, a empresa tem demonstrado resultados positivos de EBITDA por seis meses consecutivos no início de 2025. Embora o fluxo de caixa permaneça ‘levemente negativo’ devido a investimentos contínuos de US$ 80-100 milhões na renovação de espaços existentes, a liderança da empresa projeta uma posição de caixa melhorada até o final de 2025.
Reestruturação e Nova Propriedade
Após sua reorganização em 2024, a WeWork transformou-se de uma empresa pública para uma entidade privada com um modelo de propriedade reestruturado, sendo a Cupar Grimmond (uma afiliada da Yardi Systems) detentora de 60% da propriedade. Esta mudança marca uma transformação significativa em relação à estrutura pré-falência da WeWork, que era fortemente influenciada pelo SoftBank e seu Vision Fund.
Operações Atuais e Perspectivas
Atualmente, a WeWork opera 586 locais em todo o mundo, incluindo suas franquias e joint ventures – aproximadamente um quarto menos que os 777 locais que tinha há um ano. O número de locais de propriedade da empresa continuará diminuindo ligeiramente, com pelo menos dez fechamentos adicionais previstos.
A empresa projeta atingir a lucratividade no próximo ano após emergir da proteção contra falência, com expectativa de encerrar este ano com uma taxa de ocupação de 76%, que deve subir para 85% até o final de 2028.
Impacto no Mercado
Especialistas em mercado imobiliário comercial alertam para não interpretar excessivamente a falência da WeWork como uma condenação de sua abordagem geral. A empresa assinou muitos contratos de longo prazo com poucos sublocatários durante sua expansão antes da pandemia de COVID-19. Durante a falência, a empresa buscará renegociar ou cancelar muitos de seus contratos de locação, gerando perdas dolorosas para muitos proprietários. No entanto, eventualmente, é provável que saia dessa situação como um negócio viável, e o tipo de espaço de escritório em que se especializa – com espaços de trabalho flexíveis e comodidades compartilhadas – é agora uma parte crescente dos portfólios de muitos dos maiores proprietários comerciais.









