terça-feira, janeiro 20

Ninguém Quer: A Crise na Motivação Profissional

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Introdução

No cenário atual do mercado de trabalho, uma nova expressão tem se destacado nas conversas entre empregadores e profissionais: “ninguém quer”. Isso se refere à crescente dificuldade que empresas enfrentam para atrair e reter talentos. A questão se torna ainda mais relevante em tempos de transformação digital e mudanças nas expectativas dos trabalhadores sobre suas carreiras.

A real crise da atração profissional

De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil apresenta uma taxa de desemprego de 9,3% (dados de setembro de 2023), mas, paradoxalmente, muitas vagas permanecem abertas por meses. Empresários relatam que não conseguem encontrar candidatos qualificados que se encaixem nas exigências, enquanto profissionais expressam questionamentos sobre suas perspectivas de carreira.

A nova geração de trabalhadores, particularmente aqueles da Geração Z e Millennials, não se contenta apenas com um emprego e salário. Eles buscam propósito, flexibilidade e um ambiente de trabalho que valorize seu bem-estar. Para empresas que não se adaptam, o mantra “ninguém quer” se torna um reflexo da sua realidade.

A adaptação das empresas

Frente à falta de interesse, muitas empresas estão reavaliando suas estratégias de recrutamento e retenção. Segundo um estudo da Sociedade Brasileira de Recursos Humanos (SBRH), 68% das organizações estão investindo em benefícios como trabalho remoto e horários flexíveis para atrair novos talentos. Além disso, a oferta de programas de desenvolvimento profissional e suporte ao bem-estar mental tem se tornado cada vez mais comum.

Conclusão

A crise da atração e retenção de talentos que se traduz na frase “ninguém quer” é sintoma de uma necessidade maior de mudança nas práticas de trabalho. Para sobreviver em um mercado competitivo, as empresas deverão repensar suas abordagens, promovendo um ambiente que valorize as novas necessidades dos trabalhadores. O futuro do trabalho no Brasil depende da habilidade das empresas em se adaptarem e se conectarem com as motivações de uma nova geração, uma vez que a motivação e engajamento são fundamentais para o sucesso organizacional. A curto e médio prazo, as organizações que ignorarem essa transformação são as que mais sofrerão com a escassez de talentos.

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